sexta-feira, 31 de maio de 2013

CONCEPÇÃO DE CRIANÇA, O QUE ELAS PRECISAM?

Criança é um ser humano que precisa de cuidados, de amor, carinho, e não um adulto em miniatura como muitas pessoas acreditam que ela seja.

Criança precisa brincar, agir, correr, produzir. Através da brincadeira que ela se desenvolve, por isso todas as crianças devem brincar na infância para que futuramente não tenha problemas, como por exemplo na coordenação motora.

Devemos escutá-la quando quiser falar, sempre que ela mostrar um desenho, devemos elogia-la, pois os elogios faz ela ficar entusiasmada para atividades futuras.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

ALGUMAS DICAS PARA TRABALHAR COM ALUNO PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL

PARA QUEM NÃO SABE HÁ VÁRIOS TIPOS DE PARALISIA CEREBRAL, OU MELHOR, GRAUS DE COMPROMETIMENTO, DOS MAIS LEVES AOS MAIS GRAVES. HÁ CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL QUE POSSUEM HABILIDADES SUFICIENTE PARA SEREM ALFABETIZADAS, OUTRAS TEM CAPACIDADE DE FALAR, MAS NÃO TEM COORDENAÇÃO PARA A ESCRITA E EXISTEM AS QUE NÃO TEM CONDIÇÕES NEM PARA A FALA, NEM PARA A ESCRITA.
É PRECISO ESTABELECER UMA COMUNICAÇÃO. PRIMEIRAMENTE É PRECISO SABER QUE OS PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL POSSUEM UM TEMPO DE RESPOSTA DIFERENTE DO NOSSO, MAIS LENTO.
É PRECISO QUE VOCÊ ESTEJA ATENTA (o), A UM SORRISO, UMA RECLAMAÇÃO, MOVIMENTOS CORPORAIS, AUMENTO DA TENSÃO, PEQUENOS MOVIMENTOS DOS DEDOS DAS MÃOS OU DOS PÉS, ABERTURA DA BOCA, O JOGAR-SE PARA TRÁS, CARETAS, QUALQUER TIPO DE SINAL DEVE SER CALOROSAMENTE RECONHECIDO. ESTAR ALERTA ÀS TENTATIVAS DE COMUNICAÇÃO ESTIMULA A APRENDER FORMAS DE INDICAR DESEJOS MAIS APROPRIADAS E MELHOR COMPREENDIDAS SOCIALMENTE. EXISTE HOJE A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA, EM QUE A CRIANÇA É ESTIMULADA ATRAVÉS DE FIGURAS, COMO MOSTRAR UMA FIGURA DE UM TRAVESSEIRO PARA MOSTRAR QUE É HORA DE DORMIR, MOSTRAR UMA BOLA PARA MOSTRAR QUE É HORA DE BRINCAR E ASSIM POR DIANTE. MAS NO CASO DO EDUARDO O GRAU DE COMPROMETIMENTO DELE É SEVERO, ENTÃO SERIA MAIS DIFÍCIL TRABALHAR COM ESSAS FIGURAS, POIS ESTE É UM TRABALHO QUE TEM QUE SER FEITO POR VASTOS PERÍODOS E EM CASA ELE TAMBÉM TERIA QUE ESTAR SENDO FEITO PARA QUE A COMUNICAÇÃO FOSSE UMA SÓ. O QUADRO DELE É DE PARALISIA CEREBRAL, EVOLUINDO COM ATRASO NEURO PSICOMOTOR, APRESENTA DISTÚRBIO DE AQUISIÇÃO NA LINGUAGEM E DISFAGIA OROFARÍNGEA, RESUMINDO ELE NÃO FALA, NÃO ANDA E TEM UM SÉRIO COMPROMETIMENTO MOTOR.
A COMUNICAÇÃO ESTIMULA A APRENDER FORMAS DE INDICAR DESEJOS MAIS APROPRIADOS E MELHOR COMPREENDIDOS SOCIALMENTE, ASSOCIE AÇÕES COM OBJETOS. ESTIMULE A CRIANÇA A FAZER ESCOLHAS VISUAIS, OLHANDO EM DIREÇÃO DAQUILO QUE ELE QUER. MOSTRE AS OPÇÕES DE FORMA CLARA E SIMPLES EVITANDO A FALA EXCESSIVA PARA NÃO DISTRAIR A CRIANÇA, E SEMPRE DE MANEIRA DIVERTIDA E SEM PRESSÃO. É PRECISO PACIÊNCIA, POIS A RESPOSTA NÃO É IMEDIATA. ALGUMAS VEZES A CRIANÇA NÃO ESTARÁ DISPONÍVEL NAQUELE MOMENTO, CONTORNE A SITUAÇÃO SEM DEMONSTRAR FRUSTRAÇÃO, POIS A INTENÇÃO É ESTIMULAR E ENCORAJAR.
QUALQUER COMUNICAÇÃO DEPENDE FUNDAMENTALMENTE DE UM VÍNCULO AFETIVO.
FAÇA UMA PREPARAÇÃO LÚDICA PARA CRIAR UMA COMUNICAÇÃO, EU CRIEI UM MODO DIFERENTE UTILIZANDO A IDEIA DA PRANCHA DE COMUNICAÇÃO ADAPTANDO PARA FACILITAR A MINHA COMUNICAÇÃO COM O EDUARDO. TIREI FOTOS DELE NO TANQUE DE AREIA BRINCANDO, NA HORA DO LANCHE E FAZENDO ATIVIDADES. ESSAS FOTOS ESTÃO IMPRESSAS EM UMA FOLHA DE SULFITE A4 COM UMA GRAMATURA MAIOR PARA MAIOR DURABILIDADE, CONTACTEI AS FOTOS E ELAS ESTÃO EM UM PAINEL NA SALA DE AULA, USO-AS PARA MOSTRAR AO EDUARDO PARA ELE SE LOCALIZAR, QUANDO VOU FAZER ATIVIDADE COM ELE EU MOSTRO PRIMEIRO A IMAGEM DELE FAZENDO ATIVIDADE PARA QUE ELE ASSOCIE QUE ESTÁ NA HORA DA ATIVIDADE.



"APRENDA A OUVIR COM OS OLHOS, FALAR COM EXPRESSÕES FACIAIS, VER COM AS MÃOS".

Meu filho vai para a creche! E agora, como será sua adaptação?

Após a escolha (nada fácil) da primeira creche/escola para seu filho, finalmente chegou o primeiro dia... Mais dúvidas: como será a adaptação do meu filho? Até quando devo ficar junto? Será que vai se acostumar? Vai chorar? E eu? Será que vou chorar??
São perguntas e mais perguntas, inquietações e dúvidas... Mas não se espante, é assim mesmo!

Coletamos algumas dicas práticas para o Período de Adaptação, onde estarão envolvidos os pais, a criança e a creche/escola. A adaptação da mãe e/ou do pai é tão ou mais importante que a adaptação da própria criança. Isso porque, se a mãe e/ou o pai (e muitas vezes até os avós!) não estiverem seguros de sua decisão, se não acreditarem que a creche/escola é a melhor opção para o seu filho naquele momento, que o bebê vai gostar e que todos poderão ficar tranqüilos, o melhor é que o início da criança na creche/escola seja adiado, pois a própria família poderá ter dificuldades na adaptação do bebê à creche/escola.

Cada idade tem suas características próprias, com as variações naturais de criança para criança.


Adaptação de bebês de 4 meses a 8 meses:
Nesta idade, a criança se adapta facilmente ao novo ambiente do berçário. A adaptação mais difícil é a da mãe, que passou os primeiros meses totalmente dedicada ao seu bebê e, agora, tem que se separar dele para voltar ao trabalho. Muitas vezes, a mãe está se sentindo culpada, sentindo que seu bebê está sendo abandonado. Se isso está acontecendo com você, lembre-se que a realização profissional da mulher pode conviver perfeitamente com a sua condição de mãe, desde que o seu tempo seja bem dosado. Mais importante do que a quantidade de tempo que você passa com seu filho é a qualidade deste tempo. Ao chegar em casa, após um dia de trabalho, dedique-se ao seu bebê, conversando com ele, brincando, dizendo a ele o quanto o ama... Desta forma, apesar de não passarem o dia juntos, seu filho saberá o quanto é amado e, no futuro, terá muito orgulho do sucesso profissional de sua mãe. Outro ponto fundamental nesta fase é, se possível, a participação ativa do pai, que deverá estar ciente da necessidade da divisão das responsabilidades (por exemplo, buscar ou levar o bebê quando você não puder, ficar com o bebê quando você tiver um compromisso profissional...). Com o ingresso da mulher no mercado de trabalho, as atividades devem ser totalmente compartilhadas.

Nesta fase, é importante que você passe algumas horas na creche, conhecendo as berçaristas, transmitindo a elas todas as peculiaridades, gostos, hábitos alimentares de seu bebê.

Outra dica importante é a preparação do bebê para começar na escola: converse com seu pediatra e introduza os alimentos como frutas, verduras e legumes ainda em casa (no mínimo 15 dias antes do início do bebê no Berçário). Se ainda estiver amamentando, procure dar o peito somente nos horários em que ele estará mamando após sua volta ao trabalho (desta forma, o bebê não sentirá falta do peito durante o dia). Após passar um dia na creche, você deverá estar tranqüila e confiante nas pessoas que irão cuidar de seu bebê. Se isso não acontecer, é importante conversar com a Direção e/ou Coordenação Pedagógica da escola. Se alguma coisa a desagradou ou você está com dúvida sobre algum ponto ou procedimento, esclareça rapidamente com a Direção da escola e/ou a Coordenação. Lembre-se que a confiança na creche/escola é fundamental para garantir sua tranqüilidade enquanto seu bebê está conosco.

Adaptação de bebês de 8 meses a 1 ano e meio:

Nesta fase, a criança costuma estranhar mais outras pessoas, pois já identifica claramente quem cuidou dela até aquele momento. Por isso, a adaptação pode ser um pouco mais demorada. É preciso que uma pessoa (a mãe, o pai, a avó, a babá) fique um certo tempo a cada dia, dentro do Berçário, aumentando progressivamente o tempo da criança na creche. O objetivo é que o bebê se habitue com o espaço, com as berçaristas, com os brinquedos, com os novos amiguinhos. A presença da pessoa conhecida, porém, não deve se estender muito, pois, se isso ocorrer, a criança criará uma "barreira" em aceitar as educadoras. Embora a criança ainda seja pequena, é importante que você converse com ela e explique que, embora ela esteja ficando no berçário durante o dia, depois você virá buscá-la e irão para casa juntos. Pode haver choro na despedida, mas você deve se manter tranqüila e firme, se despedir, e deixar a criança com a educadora, que irá acalmá-la. Nunca saia "escondido": seu bebê se sentirá traído.
Uma boa relação pais-filhos-creche necessita ter por base a confiança.

Adaptação de crianças de 1 ano e meio a 3 anos:

Nesta idade, a adaptação da criança costuma ser um pouco mais trabalhosa do que com os bebês menores, principalmente se, desde o nascimento, ela ficou somente com uma determinada pessoa (mãe, avó, babá, etc). Caso a criança chore muito e não queira ficar longe da pessoa que acompanha a sua adaptação, a pessoa poderá ficar na creche/escola nos primeiros dias, sem, entretanto, ficar dentro da sala de aula ou de atividades onde a criança está com o grupo. Quando isso acontece, a adaptação fica mais complicada e se prolonga por mais tempo, pois a criança passa a acreditar que pode ter "o melhor dos dois mundos": ficar na escola e, ao mesmo tempo, ter a companhia da pessoa a quem está mais apegada. Converse com a criança e diga a ela onde estará. Caso a criança comece a chorar, a educadora levará a criança até o responsável, para que ela perceba que não foi abandonada. Normalmente a criança primeiro irá se apegar a uma pessoa da escola, tomando-a como referencial. Durante alguns dias, provavelmente requisitará a pessoa a quem se afeiçoou. Com o tempo, ela irá se habituar às demais educadoras e ao grupo de amigos.
É normal também a criança se empolgar no primeiro dia com as novidades, os amigos, as atividades e só começar a chorar após alguns dias (quando percebe que sua rotina mudou definitivamente). Os responsáveis podem ficar tranqüilos, pois essa é uma fase que acontece em diversas adaptações sendo naturalmente superada por todos os envolvidos. Em qualquer idade, é importante que o responsável esteja tranqüilo, seguro e confiante, para que transmita a seu filho estes sentimentos fundamentais para sua adaptação na creche/escola.

A Pedagogia de Projetos no Processo Ensino-Aprendizagem da Educação Infantil

Postado por www.ferramentapedagogica.blogspot.com às


A criança é um ser em desenvolvimento, com potencial para tudo, mas que depende de nossa experiência para aprender, a coisa errada ou certa...

Modernamente, a escola objetiva formar cidadãos autônomos e participativos na sociedade. Para conseguir formar este cidadão, é preciso desenvolver nos alunos a autonomia, a qual deve ser despertada desde a Educação Infantil. A Pedagogia de Projetos encontra-se como um instrumento de fácil operacionalização dentre a gama de possibilidades para atingir tal intento.

A Pedagogia de Projetos é uma metodologia de trabalho educacional que tem por objetivo organizar a construção dos conhecimentos em torno de metas previamente definidas, de forma coletiva, entre alunos e professores.


O projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma metodologia de trabalho destinada a dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente. Significa acabar com o monopólio do professor tradicional que decide e define ele mesmo o conteúdo e as tarefas a serem desenvolvidas, valorizando o que os alunos já sabem ou respeitando o que desejam aprender naquele momento.

Na Pedagogia de Projetos, a atividade do sujeito aprendiz é determinante na construção de seu saber operatório e esse sujeito, que nunca está sozinho ou isolado, age em constante interação com os meios ao seu redor. Segundo Paulo Freire “o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo”.
O papel do educador, em suas intervenções, é o de estimular, observar e mediar, criando situações de aprendizagem significativa. É fundamental que este saiba produzir perguntas pertinentes que façam os alunos pensarem a respeito do conhecimento que se espera construir, pois uma das tarefas do educador é, não só fazer o aluno pensar, mas acima de tudo, ensiná-lo a pensar certo.

O mais importante no trabalho com projetos não é a origem do tema, mas o tratamento dispensado a ele, pois é preciso saber estimular o trabalho a fim de que se torne interesse do grupo e não de alguns alunos ou do professor, só assim o estudo envolverá a todos de maneira ativa e participativa nas diferentes etapas.

É importante perceber a criança como um ser em desenvolvimento, com vontade e decisões próprias, cujos conhecimentos, habilidades e atitudes são adquiridos em função de suas experiências, em contato com o meio, e através de uma participação ativa na resolução de problemas e dificuldades. Por isso, ao desenvolver um projeto de trabalho, os educadores devem estar cientes que algumas etapas devem seguidas:

A primeira delas é a intenção, na qual o professor deve organizar e estabelecer seus objetivos pensando nas necessidades de seus alunos, para posteriormente se instrumentalizar e problematizar o assunto, direcionando a curiosidade dos alunos para a montagem do projeto.

Em seguida, a preparação e o planejamento; nesta segunda etapa, planeja-se o desenvolvimento com as atividades principais, as estratégias, a coleta do material de pesquisa, a definição do tempo de duração do projeto, e como será o fechamento do estudo do mesmo.
Ainda nesta fase, o professor deve, elaborar com os alunos a diagnose do projeto que consiste em registrar os conhecimentos prévios sobre o tema (o que já sabemos), as dúvidas, questionamentos e curiosidades a respeito do tema (o que queremos saber) e onde pesquisar sobre o tema, objetivando encontrar respostas aos questionamentos anteriores (como descobrir). Essas atividades prestam-se a valorizar o esforço infantil, contribuindo para a formação do autoconceito positivo.

Execução ou desenvolvimento; é nesta etapa que ocorre a realização das atividades planejadas, sempre com a participação ativa dos alunos, pois eles são sujeitos da produção do saber e, afinal, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção. É interessante realizar, periodicamente, relatórios parciais orais ou escritos a fim de acompanhar o desenvolvimento do tema.

E enfim, a apreciação final, na qual é necessário avaliar os trabalhos que foram programados e desenvolvidos, dando sempre oportunidade ao aluno de verbalizar seus sentimentos sobre o desenrolar do projeto, desse modo ao retomar o processo, a turma organiza, constrói saberes e competências, opina, avalia e tira conclusões coletivamente; o que promove crescimento tanto no âmbito cognitivo, quanto no social, afetivo e emocional.

É possível a realização de dois ou três projetos concomitantes com bastante proveito, uma vez que podem abranger diversas áreas de conhecimento, o que oportuniza o desenvolvimento da autonomia para solucionar problemas com o espírito de iniciativa e de solidariedade.


Autora: Fernanda de Souza Reis Deprá
Fonte: http://sitededicas.uol.com.br/ , acesse o site e veja outros artigos interessantes.

A oralidade deve ser bem trabalhada

A ORALIDADE é muito importante para a criança, através dela que a criança percebe que é atendida quando necessitam de algo. Ao falarmos com o bebê devemos conversar corretamente, sem diminuir as palavras, como por exemplo, papa, mama.

Devemos ensiná-lo a se comunicar. Através da fala a criança se desenvolve e aprende a se relacionar com as outras pessoas. Aprende a ter AUTONOMIA, e isso é muito importante para ela, realizar as coisas sem a presença do adulto.

Quando os bebês ficar apontando para alguma coisa, como por exemplo a água, não devemos atendê-lo, devemos fazer com que ele converse, se comunique, nem que ele fale somente a letra a, mas ele compreenderá que a voz simbolizou o que ele queria.

domingo, 5 de maio de 2013

Autismo

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.
Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola.

Elementos básicos da psicomotricidade



A psicomotricidade é uma técnica que procura destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade facilitando a abordagem global da criança.

1.Esquema corporal

Ao conhecimento intuitivo, imediato que a criança tem do próprio corpo, capaz de gerar nela as possibilidades de atuar sobre as partes do seu corpo, sobre o mundo exterior e sobre os objetos que a cercam denomina-se esquema corporal.

A própria criança percebe-se e percebe os seres e as coisas que a cercam, em função de sua pessoa. Sua personalidade se desenvolverá graças a uma progressiva tomada de consciência de seu corpo, de seu ser, de suas possibilidades de agir e de transformar o mundo à sua volta.

A criança se sentirá bem à medida que seu corpo lhe obedece, que o conhece bem, que pode utilizá-lo não somente para movimentar-se mas também para agir.

2. Coordenação dinâmica geral

É constituída de exercícios de equilíbrio, que é a base essencial da coordenação dinâmica geral.

Os exercícios de equilíbrio têm como finalidade melhorar o comando nervoso, a precisão motora e o controle global dos deslocamentos, do corpo no tempo e no espaço.

3. Coordenação visomotora

Os exercícios de coordenação visomotora têm como finalidade o domínio de campo visual, associado à motricidade fina das mãos, dois elementos básicos para o grafismo.

São exercícios extremamente atraentes à criança, pois são apresentados em forma de jogos de bola, onde a destreza, o controle muscular (força) e a leveza dos movimentos melhoram a habilidade manual solicitada pelo grafismo.

4.Lateralidade

Durante o crescimento, naturalmente se define o domínio lateral na criança: será mais forte, mais ágil do lado direito ou esquerdo. A lateralidade corresponde a dados neurológicos, mas também é influenciada por certos hábitos sociais.

Não devemos confundir lateralidade (domínio de um lado em relação ao outro, em termos de força e precisão) e conhecimento “esquerda-direita” (domínio dos termos esquerda e direita).

O conhecimento “esquerda-direita” decorre da noção de domínio lateral. É a generalização da percepção do eixo corporal de tudo o que cerca a criança: esse conhecimento será mais facilmente aprendido quanto mais acentuada e homogênea for a lateralidade da criança.Com efeito, se a criança percebe que trabalha naturalmente com aquela mão,guardará sem dificuldades que “aquela mão” é a esquerda ou a direita. Caso haja hesitação na escolha da mão,a noção de “esquerda-direita” não poderá firmar-se com segurança.Da mesma forma,em caso de lateralidade cruzada, a criança confundirá facilmente os termos direita e esquerda, por ser ora forte do lado direito ora mais forte do lado esquerdo.

O conhecimento estável de esquerda e de direita só é possível aos 5 ou 6 anos, e a reversibilidade (possibilidade de reconhecer a mão direita ou a mão esquerda de uma pessoa à sua frente) não pode ser abordada antes dos 6 anos ou seis anos e meio. De fato, esse estudo precede os de simetria em orientação espacial.



5. Organização e estruturação espacial

É a orientação, a estruturação do mundo exterior referindo-se primeiro ao seu referencial, depois a outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento.

A estruturação espacial significa:

.a tomada de consciência da situação de seu próprio corpo no meio ambiente, isto é, de lugar e da orientação que pode ter em relação às pessoas e as coisas.

.a tomada de consciência da situação das coisas entre si.

.a possibilidade de organizar-se perante o mundo que a cerca, de organizar as coisas entre si, de colocá-las em um lugar, de movimentá-las.

A todo instante, a criança encontra-se em um espaço bem preciso, onde lhe é solicitada:

.que se situe( está sentada em uma cadeira, diante de uma mesa).

.que situe um objeto em relação à outro (a vasilha de tinta encontra-se do lado de sua folha, o pincel está dentro da vasilha de tinta).

.que se organize em função do espaço de que dispõe (espontaneamente a criança desenha um sol no canto superior da folha, uma casa no meio e uma árvore à direita da casa).

.a estruturação espacial é portanto, parte integrante de nossa vida: aliás, é difícil dissociar os três elementos fundamentais da psicomotricidade – corpo – espaço- tempo,e quando operamos com toda essa dissociação, limitamo-nos a um aspecto bem preciso e restrito da realidade.

ABC turma da mônica

Atividades Lúdicas



As atividades lúdicas têm um papel fundamental na estruturação do psiquismo da criança, é no ato de brincar que a criança utiliza elementos de fantasia e realidade e começa a distinguir o real do imaginário. É através da ludicidade que ela desenvolve não só a imaginação, mas também fundamenta afetos, elabora conflitos e ansiedade, explora habilidades e, a medida que assume múltiplos papéis, fecunda competências cognitivas e interativas.

Através da ludicidade a criança vai estruturando e construindo seu mundo interior e exterior. As atividades lúdicas podem ser consideradas como meio pelo qual a criança efetua suas primeiras grandes realizações, que através do prazer, ela expressa a si própria, suas emoções e fantasias.
Psicomotricidade

A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde os primeiros momentos da educação.